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Saúde
Domingo - 03 de Novembro de 2013 às 19:07
Por: Filipe Matoso

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Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff, o médico cubano Juan Delgado e o Ministro da Saúde Alexandre Padilha
Dilma Rousseff, o médico cubano Juan Delgado e o Ministro da Saúde Alexandre Padilha
O Ministério da Saúde informou que mais 3 mil médicos cubanos começam a chegar ao Brasil a partir desta segunda-feira (4). Os profissionais, divididos em dois grupos, estão inscritos na segunda etapa do Mais Médicos, programa do governo federal que tem o objetivo de levar profissionais brasileiros e estrangeiros para atender a população em áreas carentes das periferias de grandes cidades e no interior do país.

O primeiro grupo, formado por 2,6 mil médicos, segundo o ministério, desembarca no país até o próximo domingo (10). Os outros 400 profissionais chegam ao país a partir de 11 de novembro. Antes de começaram a atuar, eles irão cursar o módulo de avaliação do programa. Vão desembarcar 1.872 profissionais em Brasília (DF), 300 em São Paulo (SP), 236 em Fortaleza (CE), 192 em Belo Horizonte (MG) e 400 em Vitória (ES).

A presidente Dilma Rousseff sancionou no último dia 22 a medida provisória que instituiu o Mais Médicos. Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Dilma afirmou que o programa é um “dos mais importantes” do governo federal.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que a previsão é que os 3 mil médicos que comecem a atuar em dezembro. “Com esse reforço, o programa deverá beneficiar mais de 10,3 milhões de pessoas que vivem em regiões carentes onde faltam médicos, como o interior e as periferias de grandes cidades”, informou o ministério.

Também em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o programa deve resultar em melhorias da assistência em atenção básica, resultando, entre outros pontos, na redução das filas nos hospitais.

“Enquanto houver brasileiros sem médico, vamos continuar trazendo profissionais para atuar no programa. O Mais Médicos é um primeiro passo para uma grande transformação na saúde do país. A melhoria da assistência em atenção básica aumenta o controle de doenças crônicas, reduz a mortalidade materna e as filas nos hospitais”, disse Alexandre Padilha.

Profissionais
Atualmente, segundo o ministério, 3,6 mil profissionais participam do programa – 819 brasileiros e 2,8 mil estrangeiros. Estes médicos atendem a população de 1.098 municípios e 19 distritos indígenas, a maioria no Norte e Nordeste do país.

De acordo com a assessoria do Ministério da Saúde, o programa vai totalizar 2013 com mais de 6,6 mil profissionais. “O Mais Médicos, que hoje já atinge 12,6 milhões de brasileiros, vai impactar, já em seu primeiro ano, na assistência em saúde de mais de 22,7 milhões de pessoas”, informou a pasta.

Os profissionais cubanos participam do Mais Médicos por meio de cooperação firmada entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em agosto deste ano. "A distribuição deles aos municípios segue critérios técnicos, dando igual prioridade às cidades em que é maior a parcela de pessoas dependente completamente do atendimento ofertado pelo SUS e àquelas com alto percentual da população em situação de pobreza, conforme classificação do IBGE", informou a pasta.

Avaliação
A partir de 12 de novembro, os 2,6 mil médicos cubanos que chegarão ao país a partir desta segunda irão participar durante três semanas do módulo de acolhimento e avaliação. Os 400 que vão chegam a Vitória (ES), iniciam o curso no dia 18.

O ministério informou que os profissionais dvão estudar as doenças mais comuns da região pnde irão atuar e conhecer a estrutura hospitalar e de emergência da rede pública.

Registro profissional
Com a sanção da Lei do Mais Médicos pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Saúde passou a ser o responsável pela emissão dos registros aos profissionais estrangeiros e brasileiros formados no exterior. A responsabilidade pela fiscalização é dos conselhos regionais de medicina. O Ministério da Saúde informou já ter concedido registro a 1.949 médicos participantes do programa nas últimas duas semanas.

Remuneração
Segundo o ministério, os profissionais do programa recebem bolsa de R$ 10 mil por mês e ajuda de custo. Os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos selecionados. "Como definido desde o lançamento, os brasileiros têm prioridade no preenchimento dos postos apontados e as vagas remanescentes são oferecidas aos estrangeiros", informou o Ministério da Saúde.





Fonte: Do G1

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