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Esportes
Quarta - 08 de Janeiro de 2014 às 08:53

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Apesar de toda a pompa e circunstância sendo armadas em torno da Copa do Mundo neste ano, que já mobiliza o país, nem tudo são rosas no universo do futebol brasileiro. Para os dirigentes dos clubes, o futebol doméstico tende a perder espaço com o acontecimento de um torneio de porte tão grande no país, o que faz com que os cartolas vejam o Mundial com um descontentamento inversamente proporcional ao otimismo da CBF.

"2014 vai ser um ano muito ruim para os clubes. Ninguém vai querer ver São Paulo x Ponte Preta, por exemplo. As pessoas querem assistir França x Inglaterra," declarou o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ao jornal Folha de São Paulo.

A publicação fez uma espécie de enquete com os clubes para avaliar o grau de empolgação que a Copa causa na organização local do esporte e a conclusão foi a mesma em todos os lugares: menos pessoas interessadas em acompanhar o que se passa nas ligas nacionais, menos investidores interessados em colocar dinheiro.

"As grandes empresas vão jogar todo o dinheiro na Copa, nos anúncios ligados à Copa. E vão deixar de investir nos lcubes. As pessoas que compram ingresso para a Copa por R$1000 não conseguirão ir às partidas dos clubes porque já gastaram o dinheiro com o Mundial," opinou Newton Drummond, diretor do Internacional.

De acordo com Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo, a culpa por tal efeito não é da Fifa ou da CBF, mas sim dos próprios clubes, que não pensaram com antecedência em uma maneira de se aproveitar da realização da Copa no país e nem se programaram para o ano do torneio, deixando para 'chorar as pitangas' depois de perceberem que a dinâmica muda com a chegada das principais seleções do mundo para concorrer com os clubes pela atenção do público no Brasil - algo que já vem se tornando falho até mesmo em anos comuns. Somoggi usou o exemplo da Copa da Alemanha, em 2006.

"Lá a preparação se iniciou antes da Copa, cresceu em 2006 e aumentou ainda mais depois. A média de público, a exposição na mídia e o nível técnico melhoraram," afirmou.

"Os clubes deveriam ter trabalhado com os patrocinadores que não estão na Copa, mostrado que o espaço que eles oferecem é rico e dura mais do que 30 dias," opinou Rafael Plastina, que trabalha para a agência Score Sport Business.






Fonte: DO MSN ESPORTES

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