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Policia MT
Terça - 18 de Março de 2014 às 17:51
Por: Adamastor Martins de Oliveira

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Ruan Carlos de Barros, de 30 anos, é deficiente mental e foi preso no último domingo (16) após se envolver em uma confusão no fim do jogo entre o Clube Operário, de Várzea Grande, e Luverdence, de Lucas do Rio Verde, que terminou empatado, no Estádio Dutrinha, em Cuiabá. Testemunhas disseram que ele foi agredido pelos árbitros e gandulas que atuaram na partida, e ainda algemado e preso pela Polícia Militar. A mãe do rapaz, Izabel Catarina Curvo, 63, promete que irá processar os árbitros da partida.

Algumas pessoas que estavam no local defenderam Ruan. Ele é torcedor fanático do Operário e mais conhecido pelo apelido “Batiquinho”. “Ele é deficiente mental”, afirmou A.K.G.N, de 23 anos, que tentava impedir a prisão do rapaz. A mãe de Ruan também acompanhava a partida da arquibancada e só soube da prisão do filho por intermédio de um amigo. 

Onório Magalhães é o coordenador da torcida operariana há 40 anos, e estava no momento discussão. Foi ele quem deu a notícia para a mãe de Ruan. Segundo ele, o rapaz foi apenas ‘parabenizar’ o juiz, Edilson Ramos da Mata, pelo seu desempenho “favorável” ao time adversário já dentro do vestiário, mas foi surpreendido por uma rasteira dada pelo bandeirinha. “Ele lhe deu uma rasteira, um chute no peito e ainda pisou no pescoço de Batiquinho, enquanto isso os gandulas imobilizaram- o e chamaram a Polícia Militar”.

Já de acordo com o boletim de ocorrência lavrado no Cisc Planalto após a partida, quando os policias chegaram ao local, o Batiquinho já havia sido dominado. No momento da prisão, Ruan confessou ter ‘invadido’ o vestiário da arbitragem e ter sido irônico ao parabenizar a atuação do juiz, mas negou tê-lo agredido.

Ainda conforme o BO., por determinação do capitão da Polícia Militar que atendeu a ocorrência, Ruan foi algemado e conduzido à delegacia no banco de trás da viatura. “Batiquinho” foi levado ao Cisc Planalto e autuado por perturbação da ordem pública e crime contra a pessoa, por lesão corporal. Ele ficou preso na carceragem da Polícia Civil até conseguir a liberdade no mesmo dia. 

Izabel Curvo afirmou que irá processar a arbitragem que agrediu seu filho. Ela afirma que Ruan possui déficit de aprendizagem e seu comportamento é de uma criança. Ainda segundo ela, ele é tido como um “mascote” do Operário e possui o privilégio de ficar na beira do campo durante os jogos. “Eles gostam muito dele e ele ajuda em tudo que for preciso até organiza entrevista”, conta Izabel. 

A reportagem do site Olhar Direto entrou em contato com a Federação Mato-grossense de Futebol. O presidente da comissão de arbitragem da federação, coronel Altair Magalhães, afirmou que “não dá declaração por telefone”.





Fonte: Olhar Direto

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